Aninha, depois que todos dormiam, levantava devagarzinho, passos leves, se vestia com as roupas da mãe, colocava batom vermelho e se dirigia pé ante pé até a sala de estar, lá chegando ia até o bar, ligava a vitrola e servia um licor de cerejas que adorava.
- Ninguém entendia como ele acabava tão rápido, sequer imaginavam as aventuras noturnas de Aninha.
Ela, envolvida pela música, já aperfeiçoada nos passos de tantas noites secretamente fazer as suas estripulias, equilibrava-se nos saltos das sandálias dourada da mãe e rodopiava feita gente grande...


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